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Categoria: Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A carga tributária bruta do Brasil chegou a 32,40% do PIB em 2025, alta de 0,18 ponto percentual em relação a 2024, segundo o Tesouro Nacional. É o maior nível desde 2010.

O indicador considera a soma dos tributos arrecadados por União, estados e municípios em relação ao PIB, seguindo metodologia do FMI.

No governo federal, o aumento foi puxado pelo Imposto de Renda Retido na Fonte (+0,23 p.p.), pelo IOF (+0,10 p.p.) e pelas contribuições ao RGPS (+0,12 p.p.).

Nos estados, houve queda de 0,09 p.p., com o ICMS crescendo abaixo do PIB. Já nos municípios, a carga subiu 0,03 p.p., impulsionada pelo ISS (+0,02 p.p.) e, em menor grau, pelo IPTU.

Na composição, impostos sobre bens e serviços recuaram de 13,87% para 13,78% do PIB. Já os tributos sobre renda, lucros e ganhos de capital avançaram de 9,04% para 9,16%.

Entre as contribuições sociais, o RGPS subiu de 5,28% para 5,40% do PIB, enquanto o RPPS permaneceu praticamente estável.

Foto: Antonio Augusto/SCO/STF

Uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito começa a ganhar força no Senado com potencial de ampliar a crise envolvendo o caso Banco Master. A proposta, apresentada pelo senador Alessandro Vieira, já reúne cerca de 40 assinaturas e pretende investigar possíveis relações entre ministros do Supremo Tribunal Federal e o banqueiro Daniel Vorcaro.

O foco da CPI, segundo o autor, é apurar a natureza de eventuais vínculos — sejam eles pessoais, financeiros ou institucionais — entre integrantes da Corte e Vorcaro. A iniciativa surge em meio às investigações que envolvem o banco e suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro, fraude e corrupção.

Entre os nomes citados no debate estão os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, apontados como figuras cujas relações com o empresário poderiam ser alvo de esclarecimentos. A proposta busca entender se essas conexões tiveram algum impacto em decisões dentro dos Poderes.

Apesar do número expressivo de assinaturas, a instalação da CPI ainda enfrenta obstáculos políticos. Nos bastidores, a avaliação é de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pode barrar o avanço da comissão, o que travaria a abertura formal das investigações.

O movimento adiciona mais um capítulo à tensão entre Legislativo e Judiciário, em um momento em que o caso Banco Master segue no centro das discussões políticas e jurídicas no país.

Com informações do Diário do Poder

Foto: Reprodução

A possível delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro enfrenta resistência de investigadores, que já avisaram à defesa: apenas explicar mensagens do celular não será suficiente. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República querem um pacote robusto de provas novas para avançar nas negociações.

Preso desde o início de março, Vorcaro deu os primeiros passos rumo ao acordo semanas depois, ao assinar um termo de confidencialidade. Desde então, advogados trabalham na construção dos chamados “anexos”, que vão definir o conteúdo da delação. Nos bastidores, porém, o material já existente é visto como apenas o ponto de partida.

Entre os principais entraves estão três pontos sensíveis: o tempo de prisão que o banqueiro ainda terá que cumprir, o valor do ressarcimento aos cofres públicos e a possível inclusão de informações envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal. Esses fatores travam o avanço do acordo.

A avaliação dos investigadores é de que o conteúdo extraído do celular apreendido é o “piso” da negociação. A partir dele, a defesa precisa apresentar fatos inéditos e provas consistentes que ampliem o alcance das investigações, sob risco de a delação não prosperar.

Sem pressa, PF e PGR já sinalizam que o processo deve se arrastar por meses. Além das provas, Vorcaro terá que detalhar seu patrimônio — inclusive no exterior — para viabilizar o cálculo de ressarcimento, que deve levar em conta os prejuízos causados ao sistema financeiro, incluindo impactos ao Fundo Garantidor de Crédito.

Com informações do Estadão

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, responsável pelo Blog do Luís Pablo. Ele é investigado por suposto crime de perseguição contra o também ministro da Corte, Flávio Dino.

A decisão foi tomada após pedido da defesa, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Segundo Moraes, a restituição é possível porque a Polícia Federal já realizou a extração de dados dos aparelhos apreendidos, entre eles celulares, notebook e disco rígido, que não são mais considerados necessários para a investigação.

O ministro determinou que os itens sejam retirados pelo jornalista em até 30 dias. Caso contrário, autorizou a destruição dos equipamentos. A apreensão havia sido realizada no dia 10 de março, durante operação que apura a conduta do comunicador.

O caso teve início após uma publicação feita pelo jornalista em novembro de 2025, na qual ele afirmava que um veículo ligado ao Tribunal de Justiça do Maranhão estaria sendo utilizado por Flávio Dino e familiares. A reportagem foi posteriormente retirada do ar.

Na decisão que autorizou a investigação, Moraes apontou que o jornalista teria divulgado informações consideradas sensíveis, como placas de veículos e dados de segurança do ministro. A Polícia Federal apura se houve uso indevido de mecanismos para obtenção dessas informações.

A atuação no caso gerou reação da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão, que manifestou preocupação com possíveis impactos sobre a liberdade de imprensa e o sigilo de fonte jornalística.

Com informações do Poder360

O empresário Daniel Vorcaro financiou, em 2024, eventos internacionais de alto padrão que reuniram autoridades brasileiras e estrangeiras, segundo documentos da Polícia Federal.

Os gastos somaram cerca de US$ 11,5 milhões (R$ 60 milhões) em agendas realizadas em Londres, Nova York e Portugal.

O evento mais caro ocorreu em Londres, com custo de US$ 7,5 milhões, incluindo hospedagem de luxo, jantares, shows e recepções. Participaram autoridades como ministros do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, além de políticos e representantes do governo.

Entre os presentes estavam Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e o ex-presidente Michel Temer, homenageado no encontro.

Nos EUA, o Master gastou cerca de US$ 2,5 milhões, incluindo eventos paralelos com degustações e uso de jatinhos. Em Portugal, foram US$ 1,6 milhão, com programação semelhante.

As investigações também apontam proximidade entre Vorcaro e autoridades, incluindo uso de aeronaves privadas e contratos com pessoas ligadas a membros do Judiciário.

Procurados pela reportagem da Folha de S. Paulo, participantes afirmaram que compareceram como palestrantes ou em agendas institucionais. O Grupo Voto disse que foi responsável apenas pela organização, enquanto os custos foram pagos por patrocinadores. O caso é apurado no contexto das investigações sobre o Banco Master.

Fonte: Blog do BG


A imagem do Supremo Tribunal Federal (STF) vive seu pior momento desde que institutos de pesquisa começaram a medir a percepção pública sobre a Corte. Levantamento do instituto AtlasIntel, realizado em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo entre os dias 16 e 19 de março de 2026, revela que 60% dos brasileiros não confiam no trabalho dos ministros. Apenas 34% dizem confiar, e 6% não souberam ou não quiseram responder. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com amostra de 2.090 entrevistados.

É o índice mais alto de desconfiança da série histórica, iniciada em janeiro de 2023, quando o cenário era de quase equilíbrio: 45% confiavam e 44% não confiavam. Em agosto de 2025, a desconfiança já havia saltado para 51,3%. Em seis meses, subiu mais nove pontos — uma deterioração que analistas classificam como estrutural, e não conjuntural.

Os dados das redes sociais confirmam a tendência. Monitoramento da Gazeta do Povo, publicado nesta quarta-feira (9/4), aponta que o STF acumula 78,6% de menções negativas no ambiente digital. Paralelamente, pesquisa inédita da comissão de Reforma do Judiciário da OAB-SP, com base na escuta de 12,7 mil advogados, mostra que 62,82% da própria classe jurídica avalia negativamente a Corte — sendo que 47,69% classificam a atuação como “muito negativa”.

Para o professor de Direito Constitucional Alessandro Chiarottino, ouvido pela pesquisa da OAB-SP, o ponto de inflexão foi o caso Banco Master. “A continuidade de inquéritos questionáveis e decisões com viés político culminaram num descontentamento muito grande com o STF atual”, afirmou. Segundo ele, o Tribunal “parece falar para uma bolha de apoiadores”, mas o aprofundamento dos escândalos pode gerar “fissuras irreversíveis”.

A crise de credibilidade não é abstrata. Ela se traduz em pressão política concreta: a base governista já redige a chamada “PEC da Integridade”, voltada aos Três Poderes mas com foco no STF, enquanto no Senado circula um livro que elenca 153 razões para o impeachment de Alexandre de Moraes.

Com informações da AtlasIntel, O Estado de S. Paulo, Gazeta do Povo e OAB-SP.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros. Para ter acesso completo a matéria acesse gustavonegreiros.com.br

O ator Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme “Dark Horse”, afirmou que o longa tem uma mensagem que pode ser associada ao cenário eleitoral dos Estados Unidos.

O artista norte-americano divulgou a data de estreia da produção, marcada para 11 de setembro de 2026. Ele convidou o público a assistir o filme e mencionou as eleições em seu país.

“Se você se importa com as nossas eleições, assista ao meu filme em 11 de setembro de 2026”, escreveu o ator.

O longa é uma cinebiografia de Bolsonaro e deve abordar, entre outros pontos, a campanha presidencial de 2018 e o atentado sofrido pelo então candidato durante o período eleitoral.

A data em que o filme estreará é a mesma em que Bolsonaro foi condenado pelo STF no ano passado. Na ocasião, o ex-presidente recebeu uma pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes como golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito.

Com informações de Paulo Capelli, Metrópoles

Foto: Reuters

Integrantes do governo manifestaram nos bastidores irritação com o fato de o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, não ter apontado responsabilidade de seu antecessor, Roberto Campos Neto, no escândalo do Banco Master, durante depoimento à CPI do Crime Organizado nesta quarta-feira.

A ida de Galípolo à comissão foi debatida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com auxiliares. A avaliação na conversa foi que valeria Galípolo atender ao convite da CPI para depor se fosse para falar de Campos Neto.

O Planalto e o PT têm propagado que o escândalo Master é resultado da falta de ação do chefe da autoridade monetária indicado para o cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mas ao ser perguntado nesta quarta-feira sobre a responsabilidade do antecessor, Galípolo respondeu:

“Não há nenhum processo de auditoria ou sindicância, nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos Neto.”

Em outro momento, o presidente da CPI, o petista Fabiano Contarato (ES), insistiu se Galípolo tinha algum conhecimento de que Campos Neto tenha atuado para evitar a liquidação ou intervenção no Master ao longo de 2024.

“A sindicância que foi feita não encontrou nada nesse sentido”, respondeu.

Também nesta quarta-feira, em entrevista ao ICL Notícias, Lula voltou a culpar o antecessor de Galípolo pelo escândalo do Banco Master.

“Sabe, qual a serpente que colocou o ovo? O senhor Roberto Campos.”

Infomoney

Investigadores que atuam no chamado caso Master avaliam que a situação do ministro Alexandre de Moraes é, neste momento, juridicamente mais delicada do que a de Dias Toffoli, segundo relatos obtidos pelo jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil.

De acordo com a apuração, a relação atribuída a Toffoli teria, em princípio, caráter comercial, envolvendo a negociação de participação no resort Tayayá. Já no caso de Moraes, investigadores afirmam haver indícios de possível atuação em favor de interesses do banqueiro ligado ao caso.

Nesse cenário, interlocutores apontam uma movimentação para influenciar a formação de maioria no Supremo Tribunal Federal (STF) e barrar a eventual abertura de inquérito contra Moraes. A estratégia incluiria fragilizar a posição do ministro Kassio Nunes Marques, com o objetivo de que ele vote contra a investigação.

Como parte desse contexto, veio à tona a informação de que Kevin de Carvalho Marques, filho de Nunes Marques, recebeu R$ 281,6 mil por serviços prestados à empresa Consult Inteligência Tributária, que, no mesmo período, recebeu R$ 6,6 milhões do Banco Master. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo. A defesa de Kevin afirma que não houve repasse direto do banco, mas relação indireta por meio da consultoria.

No STF, Nunes Marques é considerado próximo ao relator do caso, o ministro André Mendonça. Investigadores avaliam, porém, que ele pode mudar de posição caso se sinta diretamente atingido.

Hoje, segundo essa avaliação, haveria maioria apertada pela abertura de investigação contra Moraes, com votos de Mendonça, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Edson Fachin e o próprio Nunes Marques. Do outro lado estariam Cristiano Zanin, Toffoli, Flávio Dino e Gilmar Mendes.

Pelas regras do tribunal, a abertura de investigação contra ministros do STF depende de autorização do plenário. Moraes não participaria da votação. Caso o inquérito seja instaurado, eventual denúncia dependerá do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Investigadores avaliam como incerta a apresentação de denúncia, citando a proximidade de Gonet com integrantes da Corte.

As apurações seguem em andamento e devem ser concluídas em cerca de um mês. Paralelamente, avança a delação de Daniel Vorcaro, cujas informações serão confrontadas com os dados levantados pela Polícia Federal. A eventual homologação caberá ao relator do caso no STF.

A CNN informou que procurou Moraes e Toffoli e aguarda posicionamento.

Com informações da CNN Brasil

O Banco de Brasília (BRB) comprou R$ 30,4 bilhões em carteiras do Banco Master desde o dia 1º de julho de 2024, como mostram planilhas de prestação de contas obtidas com exclusividade pelo Metrópoles com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).

A notícia é do Metrópoles. A este valor somam-se outros R$ 10,8 bilhões em carteiras adquiridas pelo BRB a partir de “substituições”, em que o Banco de Brasília devolvia uma carteira podre do Credcesta ao Master e recebia no lugar novos ativos. A partir desta segunda-feira (6/4), o Metrópoles vai mostrar que esses ativos hoje em posse do BRB também são de baixíssima qualidade.

As compras de carteiras do Master começaram em julho de 2024 e se dividiram em crédito de varejo, atacado, CDI, CRI e fundos. A partir de março de 2025, quando o BRB detectou que parte das carteiras adquiridas do Master era fraudulenta, o banco não interrompeu os negócios – pelo contrário: comprou mais R$ 20,7 bilhões em produtos do Master.

Outro sinal de alerta ao BRB foi a negativa, pelo Banco Central, à compra do próprio Master, em setembro de 2025. Após a rejeição do pedido pelo BC, o BRB repassou ao Master mais R$ 1,9 bilhão.

As aquisições dos ativos seguiram até outubro de 2025, um mês após o Banco Central ter impedido a compra e pouco antes da liquidação do banco de Daniel Vorcaro.

Tipos de ativos

No total, o BRB informou à CVM ter realizado 120 aquisições de carteiras de crédito de varejo do Master. A maior parte das compras foi de consignados da Credcesta, mas as negociações também envolviam carteiras de “PIX Crédito”, de parcelamento de faturas e de empréstimo rotativo, por exemplo.

Outros ativos bilionários foram comprados junto ao Master no que o BRB classificou como “crédito atacado”. São basicamente Cédulas de Crédito Bancário (CCB), títulos que registram dívidas assumidas em operações de crédito feitas por empresas e até por uma pessoa física, Bruno Lemos Ferrari, CEO da Oncoclínicas.

Por fim, o BRB informou à agência fiscalizadora que realizou 44 aquisições de CDI (Certificado de Depósito Interbancário), CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e fundos diversos do Master, em transações que somam R$ 8,1 bilhões.

Metade desse montante diz respeito a substituições de créditos podres, que ocorreram todas entre maio e o começo de agosto de 2025, quando o Banco Central já dava indícios de que não aprovaria a compra do Master pelo BRB. Em parte dessas transações para devolver carteiras podres, o BRB recebia de volta novos ativos do Credcesta, uma linha de crédito consignado voltada principalmente a beneficiários do INSS, em que as parcelas são descontadas diretamente do benefício.

Em fevereiro, o presidente Nelson Antônio de Souza disse ao Metrópoles que buscava compradores para toda a carteira comprada do Master. Segundo ele, o pacote – que agora se sabe que custou R$ 30,4 bilhões ao Banco de Brasília – estava avaliado em R$ 21,9 bilhões.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros. Para ter acesso completo a matéria acesse gustavonegreiros.com.br

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