Brasil é reconhecido oficialmente como país livre da febre aftosa com vacinação

Certificado internacional recebido nesta quinta (24) é resultado de mais de 50 anos de trabalho e cooperação entre o poder público e a iniciativa privada para erradicar a doença

O Brasil recebeu na tarde desta quinta-feira (24) o certificado da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) que confere ao País o status de livre da febre aftosa com vacinação. O documento foi entregue pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, durante a 86ª reunião da OIE, em Paris.

Essa conquista é resultado de mais de 50 anos de trabalho de erradicação e prevenção da doença nos rebanhos e foi comemorada pelo ministro: “a partir desse reconhecimento, o Brasil tem novo status no mercado mundial e poderá acessar mercados que ainda estão fechados.”

Ainda segundo Maggi, a certificação beneficiará também as exportações de carne suína. “Se você não tem o País livre, o mercado não aceita a carne suína. Temos um estado na federação (Santa Catarina) que é livre sem vacinação, então, esse podia exportar, por exemplo, para o Japão, para Coreia e outros mercados. Em resumo, muda o status e ao mudar, você tem mais gente para conversar, mais países para comercializar”, afirmou.

Para erradicar a doença, o Brasil iniciou campanhas de vacinação ainda na década de 1960. Trinta anos depois, a partir dos anos 1990, foi criado o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (Pnefa). Foi por meio dessa iniciativa que as estratégias de combate à doença passaram a focar na erradicação e não no controle da febre, como ocorria até então.

Com a vacinação nos pastos, a vigilância nas fronteiras e a estruturação da rede laboratorial do País, os rebanhos do Brasil não registram ocorrência de febre aftosa no Brasil desde 2006. Agora, o Ministério da Agricultura trabalha com um cronograma para que o País fique livre da doença sem vacinação até 2023.

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