Os comandos das três Forças Militares (Marinha, Exército e Aeronáutica) fizeram questão de garantir, neste momento de crise políticam sua total subordinação aos preceitos constitucionais, em notas divulgadas neste sexta-feira. A manifestação ocorreu horas depois de um encontro com o presidente Michel Temer e num momento de instabilidade política.

Nos textos, os comandantes militares disseram que foram “convocados” para o encontro onde se discutiu a conjuntura atual. Os comandantes militares destacam que as Forças Armadas têm seu papel determinado pela Constituição. O cuidado foi para evitar interpretações de que o encontro com Temer poderia ser um apoio ao presidente neste momento.

Temer se reuniu com os três comandantes e ainda com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sergio Etchegoyen. Em nota, o comandante do Exército, general Villas Bôas, “reafirma que a atuação da Força Terrestre tem por base os pilares da estabilidade, legalidade e legitimidade, e ressalta a coesão e unidade de pensamento entre as Forças Armadas”.

O general ainda fez questão de deixar clara sua posição nas redes sociais. No Twitter, escreveu que esteve com Temer e que reafirmou o “compromisso perene com a Constituição e em prol da sociedade”. Na mesma linha, a nota da Aeronáutica é assinada pelo chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, brigadeiro Antonio Ramirez Lorenzo. A nota diz que o encontro foi para “tratar da conjuntura política”.

“Como de praxe em reuniões já realizadas entre esses atores, prevaleceram a unidade de pensamento e o estrito cumprimento das normas legais, características inerentes às Forças Armadas Brasileiras”, diz a nota.

Com o mesmo tom, a Marinha divulgou nota sobre o encontro, destacando que fora “convocada” pelo ministro da Defesa. Segundo o texto, foi ” discutida a conjuntura atual e destacada a total subordinação das Forças aos ditames constitucionais”.

O Globo

Um casal armado de revólver numa motocicleta tipo Honda Fan de cor preta, placa (MYK-3123) adulterada, realizaram um assalto a pessoas numa residência no final da manhã de domingo, 21 de maio de 2017, no centro da cidade de Mossoró no Oeste do Estado do Rio Grande do Norte, onde subtraíram objetos e peças de ouro da família.

Os dois apreenderam fuga pela Avenida Alberto Maranhão, sentido Alto da Conceição, um popular que seguiu os dois à distância, quando o casal passou no semáforo da Felipe Camarão com a Alberto Maranhão, momento que a VTR do DELTA DELTA, Cmt. Sargento Almeida, do 2º Distrito de Policia Rodoviária Estadual, comandado pelo Capitão Manoel de Lima, cruzava o referido semáforo, os militares foram avisados pelo popular do casal de assaltante na moto, houve uma perseguição policia ao casal de assaltantes com êxito, os dois foram abordados, presos e os objetos do roubo recuperados em frente à Holanda Pneus. A VTR TOR deu apoio a ocorrência na condução da moto para a DP.

Os dois foram levados à delegacia de policia civil plantão com a moto e o material do assalto recuperado, onde foram apresentados ao delegado plantonista do dia em serviço, que confeccionara os flagrante cabíveis e legais na forma da lei, em desfavor de RAFAEL MATHEUS, 18 anos, e de POLIANA ANDREIA VIEIRA DA SILVA 22 anos, que também é a proprietária da moto usada no assalto. Os autuados serão encaminhados ao complexo penal onde ficarão presos aguardando a decisão da justiça.

Em tempos de pós-verdade, em que a “narrativa” vale mais que os fatos, são raras, raríssimas, as produções nacionais que retratam momentos marcantes da história do País, sem um viés de esquerda nem apoio oficial. Neste cenário desequilibrado, o filme Real: o plano por trás da história, do diretor Rodrigo Bittencourt, que chega aos cinemas na próxima quinta-feira, 25, é uma agradável surpresa.

Com um custo total de R$ 8 milhões, captados da iniciativa privada e complementados por uma pequena parcela de crowdfunding, o filme revela os bastidores do Plano Real, que debelou a hiperinflação no País, sem ufanismo, sem a carga ideológica habitual do cinema brasileiro. Por meio de uma trama envolvente, baseada no livro 3.000 dias no bunker (Ed. Record, 332 pág., R$ 74,90), do escritor e jornalista Guilherme Fiuza, o mesmo autor de Meu nome não é Johnny, o filme faz o público quase esquecer de que o pano de fundo é o mundo esotérico da economia.

Embora seja uma ficção, o filme ilumina um capítulo crucial de nossa história recente, que muitas vezes é minimizado pelas esquerdas, por ter sido idealizado durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no Ministério da Fazenda, no governo de Itamar Franco. Ainda hoje, 23 anos depois, o Plano Real continua a provocar reações apaixonadas, inclusive no campo do cinema, como se não fosse uma conquista de todos os brasileiros, mas apenas da corrente política que o criou.

Recentemente, o filme foi alvo – ao lado de O jardim das aflições, um documentário centrado na figura do filósofo conservador Olavo de Carvalho – da patrulha ideológica de um grupo de cineastas de esquerda selecionados para participar do festival Cine PE, que estava marcado para ocorrer entre os dias 23 e 29 de maio, no Recife. Num incidente que revela muito sobre o momento delicado por que passa o País, de forte polarização política, o grupo decidiu retirar seus filmes do festival, provocando o seu adiamento por tempo indeterminado, sob a alegação de que a programação deu espaço a produções “claramente alinhadas a uma direita extremista”.

O episódio, segundo informações extraoficiais, levou ao desligamento do cineasta Cacá Diegues e da Globo Filmes como produtores associados da fita. “Há um movimento neofascista no Brasil que deseja impor uma hegemonia cultural com viés marxista”, diz Ricardo Fadel Rihan, da Lightouse House, um dos produtores do filme.

Com a pretensão de ser um thriller político, embalado ao ritmo de ópera rock, o filme tem como personagem principal o economista Gustavo Franco (interpretado pelo ator Emílio Orciollo Neto), integrante da equipe que idealizou o real e depois nomeado diretor da área internacional e presidente do Banco Central (BC). Também faziam parte do grupo os economistas Pedro Malan, Persio Arida, André Lara Resende, Edmar Bacha, Winston Fritsch e Clóvis Carvalho, todos presentes no filme.

A história se desenrola basicamente, num bunker localizado no prédio do Ministério da Fazenda, em Brasília, protegido de pressões políticas, no qual o grupo recrutado por Fernando Henrique forjou o real, em meio a fortes discussões, e nas salas e corredores do BC, onde Franco definia as estratégias destinadas a “peitar” os especuladores e evitar a desvalorização da nova moeda, durante as crises da Ásia e da Rússia, em 1997 e 1998.

Para os mais jovens, que não viveram os tempos da hiperinflação, o filme oferece uma oportunidade de conhecer um pouco melhor os momentos dramáticos vividos pelo Brasil naquela época, sem ser professoral, nem exagerar no economês. Para os mais velhos, que sofreram os males da superinflação na pele, é uma chance de relembrar o quanto era difícil a vida com uma desvalorização da moeda de 2% ao dia.

Agência Estado

Na manhã deste sábado (20), durante evento de posse da direção do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva afirmou que será candidato a Presidente da República caso Michel Temer deixe o cargo e sejam definidas eleições diretas no Brasil.

Em seu discurso, Lula afirmou “O que queremos é eleição direta. Queremos que o Temer saia logo. Podemos até perder, mas num processo democrático”.

O ex-presidente falou por pouco mais de 40 minutos. No início de sua fala, enalteceu o seu partido e afirmou “É importante a gente aprender a conviver democraticamente na adversidade. Essa é a novidade política que o PT trouxe”.

Lula também afirmou que seu partido poderia ensinar como combater a corrupção. Segundo o ex-presidente, “Ninguém criou mais mecanismos de combate à corrupção que o PT”.

Punição a empresário, sem prejudicar companhias

O ex-presidente Lula afirmou que a punição de empresários que cometeram atos ilícitos não pode prejudicar as empresas. “Tem de punir empresário que roubou? Tem, mas não pode destruir a empresa, porque quem paga é o trabalhador que não tem nada que ver com isso”, disse, mencionando as perdas de vagas na construção civil e na indústria naval.

Lula defendeu que as investigações respeitem o Estado de Direito. “Não queremos virar um estado policial, respeitem as leis. Defendemos que as acusações sejam democraticamente julgadas. Vale PT, PMDB, procuradores, juízes, papa, todo mundo. Lei é lei. Não existe nenhuma instituição maior que a outra.” Segundo ele, o PT pode ensinar a combater a corrupção com os mecanismos criados durante os anos em que a sigla esteve no poder.

Durante seu discurso, Lula também mencionou o processo de impeachment da ex-presidente Dilma, chamando-o de “golpe”, e o correlacionou com a atual crise econômica.

“Até um tempo atrás, o Brasil era o País mais otimista do planeta Terra. Tínhamos a expectativa que, em 2016, o Brasil seria a 5ª economia do mundo. Lamentavelmente, isso não aconteceu. O golpe fez com que o Brasil chegasse aonde chegou.”

O petista ainda afirmou que o objetivo do “golpe” não era melhorar o País ou combater a corrupção, mas sim, segundo ele, por uma vontade de “entregar a economia ao capital estrangeiro”.

Policiais militares do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), conseguiram êxito na recuperação de três motocicletas roubadas, na manhã desta sexta-feira.

A primeira ocorrência foi registrada em Parnamirim, onde duas motos foram recuperadas. A segunda foi em São Gonçalo do Amarante, no município foi recuperada mais uma motocicleta. Em um dos casos, a Polícia Militar fez a recuperação pouco tempo após o roubo.

Do portal 190RN

Explodia a violência em Porto Príncipe, em 2004, quando o Brasil assumiu o comando militar da missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah). O país caribenho vivia em guerra civil, com gangues armadas, depois da renúncia do presidente Jean Bertrand Aristide. Passados 13 anos, a operação tem data para acabar: até 15 de outubro deste ano, todos os militares do Brasil e dos outros 15 países que compõem a missão deixarão o Haiti.

Em todo esse período, além da miséria extrema, a operação ganhou novos contornos e perfil principalmente depois do terremoto de 2010, que deixou 220 mil mortos. A par do desgaste de mais de uma década, militares passaram a ter papel social e humanitário, ajudando na reconstrução do país.

Até outubro, terão passado pela missão aproximadamente 37 mil militares dos 15 países, incluindo o último contingente de 950 profissionais. Foram 30.359 integrantes do Exército, 6.299 da Marinha e 350 da Aeronáutica. O Ministério da Defesa considera que os maiores desafios enfrentados pela tropa brasileira na Minustah foram a pacificação da comunidade de Cité Soleil, a atuação durante o terremoto em 2010 e a ação decorrente do Furacão Matthew.

“O comando militar da operação por parte do Brasil, por decisão da ONU [Organização das Nações Unidas], representa grande prestígio e experiência para o país, além de ser uma representação de projeção de poder muito importante”, analisa o professor de relações internacionais Antonio Jorge Ramalho, da Universidade de Brasília (UnB). Para ele, após tantos anos de operação, as forças policiais no Haiti precisam ter condições de manter a segurança de forma autônoma.

Uma equipe de policiais civis da Delegacia de Tangará prendeu, nesta sexta-feira (19), um homem suspeito de estuprar suas duas filhas gêmeas de 12 anos, no município de Serrinha.

O homem foi preso em cumprimento a mandado de prisão preventiva, e autuado pelo crime de estupro de vulnerável, sendo encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

O perito extrajudicial e judicial Marcelo Carneiro de Souza afirmou nesta sexta-feira 19 ao jornal O Estado de S. Paulo ter identificado “fragmentações” em 14 momentos na gravação, isto é, pequenos cortes de edição no áudio da conversa entre o presidente Michel Temer (PMDB) e o empresário Joesley Batista, dono da JBS. A constatação vai ao encontro da suspeita levantada pelo advogado criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira sobre a integridade do material. “Soubemos que a fita foi editada, e isso é gravíssimo”, afirmou Mariz ao Estado.

A CNBB emitiu uma nota após a divulgação de áudios de Joesley Batista, um dos proprietários da JBS, envolvendo políticos brasileiros.

Abaixo, a íntegra da nota:

Pela Ética na Política

Nota da CNBB sobre o Momento Nacional

O fruto da justiça é semeado na paz” (Tg 3,18)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, unida aos bispos e às comunidades de todo o país, acompanha, com espanto e indignação, as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo a Constituição, Art. 37, é dever de todo servidor público, principalmente os que detêm elevadas funções, manter conduta íntegra, sob pena de não poder exercer o cargo que ocupa.

Tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum.

A superação da grave crise vivida no Brasil exige o resgate da ética na política que desempenha papel fundamental na sociedade democrática. Urge um novo modo de fazer política, alicerçado nos valores da honestidade e da justiça social. Lembramos a afirmação da Assembleia Geral da CNBB: “O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre os interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção”.

Recordamos também as palavras do Papa Francisco: “Na vida pública, na política, se não houver a ética, uma ética de referimento, tudo é possível e tudo se pode fazer” (Roma, maio de 2013). Além disso, é necessário que saídas para a atual crise respeitem e fortaleçam o Estado democrático de direito.

Pedimos às nossas comunidades que participem responsável e pacificamente da vida política, contribuam para a realização da justiça e da paz e rezem pelo Brasil.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, nos ajude a caminhar com esperança construindo uma nova sociedade.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Em depoimento à Procuradoria-Geral da República no âmbito de sua delação premiada, o empresário Joesley Batista disse que em 2016 chegou a pedir para um preposto do senador Aécio Neves (PSDB-MG) que pelo amor de Deus ele parasse de pedir dinheiro.

“Em 2016, um dia na casa dele ele me pediu 5 milhões e eu não dei. Logo depois começou (sic) as investigações contra mim e eu chamei aquele amigo dele, Flávio, e pedi pro Flávio para pedir a ele para, pelo amor de Deus, parar de me pedir dinheiro”, disse Batista.

A afirmação foi feita quando o empresário passou a descrever pagamentos feitos por ele ao senador tucano. Joesley iniciou o tópico “Aécio” descrevendo que conheceu o senador durante a campanha de 2014. “Fomos o maior doador da campanha dele”, disse

O empresário relatou que já no ano seguinte à eleição, Aécio continuou pedindo dinheiro com a justificativa de que era para arcar com dívidas de campanha.

Ele descreveu o repasse de R$ 17 milhões ao senador por meio da compra superfaturada de um prédio em Belo Horizonte, de propriedade de um aliado do senador.

“Precisava de R$ 17 milhões e tinha um imóvel que dava para fazer de conta que valia R$ 17 milhões”, disse. Segundo o empresário foi Aécio quem indicou o imóvel.

Questionado por um procurador se tratava-se de um superfaturamento do imóvel para justificar esse repasse de dinheiro, o empresário disse: “Sem dúvida. Não estávamos atrás de comprar um prédio em Belo Horizonte.”

Agência Estado

Mãe é filho foram baleados em frente de casa na noite desta sexta-feira (19) em Mossoró. Maria Nilza dos Santos Silva, de 51 anos, e José Renato da Silva, de 30, estavam na calçada de casa, na Rua Riachuelo, nas Barrocas, quando dois indivíduos de moto passaram atirando.

Eles foram socorridos para a Unidade de Pronto Atendimento do bairro Santo Antônio e, depois de medicados, precisaram ser transferidos para o Hospital Regional Tarcísio Maia.

Segundo a Polícia Militar, a mulher foi atinigida na perna e Renato foi atingido no braço e no quadril. Os suspeitos fugiram.

“Pasmem, tem um bando de gay jogando bola por aí. E vou te contar um segrego, os jogos lotam”. Essa é a descrição do Unicorns FC de São Paulo na página do Facebook do time. O objetivo do time criado em 2015 é reunir pessoas LGBT para se divertir e jogar futebol em um clube no Ipiranga, zona sul de São Paulo.

Os participantes não precisam ser bons jogadores, apenas seguir os valores disseminados pelo grupo de amigos que compõe o Unicorns FC de São Paulo: dar oportunidade e incentivo para gays que gostam de futebol, mas foram e são excluídos do esporte na escola ou em seus ambientes de trabalho; ocupar um espaço social ainda basicamente dominado por homens heterossexuais.

“Demos um basta ao trauma de ser o último escolhido no time da escola, no bullying que sofremos por não jogarmos bem. O que predomina aqui é o espírito do unicórnio, que remete à diversão, a essa coisa nada a ver com um time convencional”, diz Bruno Hist, 29, diretor de arte e integrante do time ao jornal Folha de S.Paulo.

Atualmente, o Unicorns FC de São Paulo tem cerca de 50 integrantes que se reúnem semanalmente para jogar e treinar. Os treinos do time amador têm, inclusive, torcida organizada formada basicamente pelos maridos e namorados dos jogadores, os “unicórnios”, como se auto intitulam.

Para participar do time, não precisa se enquadrar em nenhum estereótipo físico, basta se identificar com a proposta do grupo e se inscrever na página oficial do time no Facebook.

Catraca Livre

O presidente Michel Temer se reuniu ontem (19) com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e os comandantes das Forças Armadas para discutir “a conjuntura atual”. No encontro, que durou cerca de 1 hora e meia, falou-se do Exército, Marinha e Aeronáutica no contexto constitucional. O encontro com Jungmann estava marcado para a parte da manhã na agenda de Temer, mas foi remarcada para às 17h. De manhã, Temer recebeu no Palácio do Jaburu a visita do advogado Antonio Cláudio Mariz, seu amigo pessoal.

Em nota divulgada pelo Centro de Comunicação Social do Exército, o general Villas Bôas, Comandante do Exércio, disse que “a atuação da Força Terrestre tem por base os pilares da estabilidade, legalidade e legitimidade”.

“Convocados pelo ministro da Defesa, os três comandantes de Força compareceram a uma audiência com o presidente da República, em que foi discutida a conjuntura atual. No encontro foi destacada a unidade de pensamento das Forças e a subordinação perene aos ditames constitucionais. O general Villas Bôas, Comandante do Exército, reafirma que a atuação da Força Terrestre tem por base os pilares da estabilidade, legalidade e legitimidade”, diz a nota.

Além de Jungmann e os representantes das Forças Armadas, Temer também recebeu aliados políticos no Palácio do Planalto. A assessoria do presidente, no entanto, não divulgou informações sobre nenhuma das reuniões.

O clima de alívio visto no Palácio do Planalto após a divulgação do áudio do empresário Joesley Batista – onde não ficou confirmada a acusação de que Temer teria comprado o silêncio o ex- deputado Eduardo Cunha e do doleiro Lúcio Funaro – durou só a noite de ontem. O surgimento de novas denúncias na manhã de hoje deixou o presidente e os assessores em reuniões na maior parte do dia.

Agência Brasil

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ordenou que o Mercado Livre retire imediatamente os microcelulares do site. O motivo da determinação é a irregularidade dos aparelhos no Brasil, já que eles não passaram por homologação, nem receberam certificação do órgão. Se a loja online descumprir o ofício, recebido na última quarta-feira (17), poderá ser multada pela agência reguladora.

A íntegra do documento foi disponibilizada pela agência e lista 19 produtos com selos de homologação falsos ou irregulares. O principal problema dos microcelulares é sua entrada maciça nas penitenciárias brasileiras. Esses aparelhos passam despercebidos pelos detectores de metal, já que são muito pequenos e compostos até 99% por plástico.

As funcionalidades restringem-se ao recebimento e envio de ligações e mensagens do tipo SMS. Eles são considerados dumbphones, pois não possuem características de um dispositivo inteligente. Não é possível instalar os mensageiros WhatsApp e Telegram num equipamento deste, por exemplo.

A aparência muitas vezes lembra a de brinquedos, especialmente pela disponibilidade em cores chamativas. Os modelos têm preço médio de R$ 230, mas é possível encontrar microcelulares mais simples por cerca de R$ 70.

A Anatel disse que a ação foi motivada por reportagens divulgadas em jornais impresso e online. A operação foi realizada pela gerência de São Paulo, onde se localiza a sede do Mercado Livre. “A homologação do produto garante ao usuário a qualidade e a segurança do aparelho e é necessária para a comercialização de celulares no país. Produtos identificados no ofício apresentam selos de homologação falsos ou irregulares”, informou a agência em nota.

TechTudo

Preso no Complexo Médico Penal, na Grande Curitiba, o ex-deputado Eduardo Cunha escreveu uma carta manuscrita na qual nega estar recebendo qualquer quantia para permanecer em silêncio e diz que é falsa a afirmação do empresário Joesley Batista de que teria comprado seu silêncio.

– Não estou em silêncio e tampouco ficarei – escreveu Cunha, ao afirmar que está exercendo seu direito de defesa.

O ex-deputado afirmou que jamais fez qualquer pedido a Temer e que também não recebeu dele qualquer pedido para que fique em silêncio.

Eis a íntegra da carta de Cunha

“Com relação aos fatos divulgados referentes à suposta delação do empresário Joesley Batista, tenho a esclarecer o seguinte:

1) Repudio com veemência as informações divulgadas de que estaria recebendo qualquer benefício para me manter em silêncio.

2) Estou exercendo o meu direito de defesa e não estou em silêncio e tampouco ficarei.

3) São falsas as afirmações divulgadas atribuídas a Joesley Batista de que estaria comprando meu silêncio

4) Jamais pedi qualquer coisa ao presidente Michel Temer e também jamais recebi dele qualquer pedido para me manter em silêncio

5) Recentemente, após entrevista dele, o desmenti com contundência, mostrando que não estou alinhado em nenhuma versão de fatos que não sejam os verdadeiros”

Dois bandidos foram presos na noite desta sexta-feira (19) após balearem um coronel da reserva PMRN em barra de Maxaranguape no litoral norte do estado. De acordo com as primeiras informações o coronel presenciou um assalto, houve uma troca de tiros e CEL Moura acabou sendo baleado na perna. Ele foi socorrido até o hospital Walfredo Gurgel e não corre risco de morte. A operação contou com apoio da Força Nacional, BPchoque e VTR de Maxaranguape.

A Polícia realiza diligências na tentativa de localizar o restante da quadrilha.

O Ministério Público Federal produziu quatro laudos de “verificação de gravação do arquivo de áudio” nas gravações entregues pelo empresário Joesley Batista no acordo de colaboração premiada assinado com a Procuradoria-geral da República e homologado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A análise é inicial e ainda devem ser realizadas outras perícias após a instauração da investigação contra o presidente Michel Temer.

Para a analista Elaine Sobral e para o técnico Eder Gabriel, ambos do Ministério Público da União, o diálogo do arquivo PR1 14032017.wav, que contem a gravação da conversa entre Temer e Joesley, “encontra-se audível, apresentando sequência lógica”.

A conclusão se deu, segundo os analistas, após trabalho de verificação que teve como objetivo se áudios “estavam inteligíveis, e, se numa análise meramente perfunctória, os arquivos possuem ou não características iniciais de confiabilidade.”

Os analistas ponderaram que o arquivo possui “alguns ruídos e a voz de um dos interlocutores apresenta-se com maior intensidade em relação à voz do segundo interlocutor” – no caso o presidente Michel Temer. O laudo aponta também que em alguns momentos o áudio fica incompreensível “sem a utilização de equipamentos especializados”.

A questão sobre a qualidade e possível veracidade da gravação foi levantada pelo Palácio do Planalto, que decidiu fazer perícia no material para descobrir se houve algum tipo de edição no conteúdo que pudesse desvirtuar o contexto e os temas que foram abordados na conversa.

Por Fabio Serapião, Beatriz Bulla e Fábio Fabrini

Natal é a cidade mais violenta do Brasil. A constatação é da organização não-governamental mexicana Seguridad, Justicia Y Paz, que todos os anos conduz uma abrangente pesquisa global que avalia as taxas de homicídios em cidades com mais de 300 mil habitantes. O levantamento produz, ainda, um ranking que mostra quais são as mais violentas.

Na edição 2017 do estudo, as nove primeiras colocações dessa lista são ocupadas por cidades latinas de países como Venezuela, México, Honduras e El Salvador. O Brasil, embora não conte com representante entre as nove do topo, está fortemente presente com nada mais, nada menos que 19 cidades, sendo Natal (Rio Grande do Norte) a mais violenta delas.

A crise econômica, política e humanitária que a Venezuela vem enfrentando trouxe consequências drásticas ao país. E uma delas é a violência urbana, que levou a capital, Caracas, ao posto de cidade mais violenta do planeta pelo segundo ano consecutivo.

Para a entidade, os índices de violência na América Latina não são surpreendentes quando se lembra que a região é campeã em impunidade em crimes violentos. Na Venezuela, El Salvador e Honduras, por exemplo, 95% dos homicídios não rendem condenações aos seus autores, No Brasil esse índice é de 92%.

Abaixo, veja o ranking completo das cidades mais violentas do planeta.