Lava jato: Veja as suspeitas sobre os alvos de ação da Lava Jato nesta terça (15)

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Parlamentares, dois ministros, um ex-ministro e um prefeito – sendo sete do PMDB e um do PSB – são alvos de ação da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (15). Batizada de Catilinárias, ela faz parte das investigações da Operação Lava Jato. Policiais fazem buscas e apreensões nas casas, escritórios e sedes de empresas dos investigados. Além de políticos, são cumpridos mandados contra outras pessoas ligadas ao PMDB e ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Veja a seguir as suspeitas que já tinham sido divulgadas sobre cada uma delas. Detalhes dos indícios que sustentam a operação de hoje ainda não foram informados.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados

Cunha já foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao STF por corrupção e lavagem de dinheiro, devido àsuspeita de ter recebido pelo menos US$ 5 milhões por contratos de aluguel de navios-sonda pela Petrobras.

Edison Lobão (PMDB-MA), senador e ex-ministro de Minas e Energia

O dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, declarou que pagou R$ 1 milhão para o então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e detalhou as negociações.

Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ex-presidente da Câmara e ministro do Turismo

O ministro teve o nome citado em acordo de delação premiada da Operação Lava Jato, mas o Ministério Público Federal entendeu que não havia indícios suficientes para a abertura de inquérito para investigá-lo.

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)

O senador é alvo de dois inquéritos no STF.Um deles é relacionado à Lava Jato. O parlamentar foi citado na delação de Paulo Roberto Costa, que disse que, em 2010, Bezerra Coelho pediu R$ 20 milhões para a campanha de Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, à reeleição ao governo de Pernambuco.

Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa

Ele assumiu a vice-presidência de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, após indicação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na semana passada, Cleto foi exonerado pela presidente Dilma Rousseff.

Aníbal Gomes (PMDB-CE), deputado federal

O deputado é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) pela suspeita de participar de reuniões com empreiteiros para tratar de valores de propinas obtidas em contratos com a Petrobras.

Celso Pansera (PMDB-RJ), ministro de Ciência e Tecnologia

Pansera foi nomeado ministro na última reforma ministerial promovida pela presidente Dilma Rousseff. Antes de ser deslocado para a pasta, o peemedebista cumpria mandato de deputado federal e era um dos principais aliados de Eduardo Cunha na Câmara.

José Wanderley Neto (PMDB), ex-governador de Alagoas

É atualmente 1º tesoureiro do PMDB no estado e ligado ao presidente do Senado, Renan Calheiros, que também é presidente estadual do partido.

Nelson Bornier (PMDB-RJ), prefeito de Nova Iguaçu e ex-deputado

A PF foi foi à casa de Nelson Bornier, prefeito de Nova Iguaçu, e aliado de Eduardo Cunha no Rio.

Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro indicado pelo PMDB

Em depoimento à Justiça Federal do Paraná, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que tinha conhecimento de que a Transpetro repassava propina a políticos.

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