Inflação para baixa renda é a menor desde 1998

Produtos importantes na mesa das famílias registraram queda de preços e colaboraram para recuo da taxa

Com os preços dos alimentos em queda, ficou menor o custo de vida para as famílias de  baixa renda no País. Indicadores diferentes, um do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e outro da Fundação Getulio Vargas (FGV), mostram que a inflação para esse público segue em tendência de queda.

No caso do indicador do IBGE, houve deflação (queda de preços) de 0,02% em setembro. Essa foi a menor variação para o mês desde 1998. No acumulado do ano,  a inflação dos brasileiros de baixa renda ficou em 1,24% – nível inferior ao registrado para a média do Brasil, que está em 1,78%.

Para o técnico do IBGE Fernando Gonçalves, os grupos de alimentos e habitação, que têm peso importante para esses consumidores, colaboraram para o desempenho favorável do indicador.

“O destaque ficou com alimentação, que veio com queda mais fraca em setembro, mais ainda traz efeito da safra boa no ano de 2017, principalmente para o consumo de alimentos no domicílio”, explicou. Ele ponderou que no grupo habitação, o preço de energia elétrica também teve variação favorável.

Produtos com queda de preço

Pelo quinto mês consecutivo o grupo dos alimentos apresentou um recuo de -0,41% em setembro. Alimentos importantes na mesa das famílias registraram queda do mês, a exemplo do tomate (-11,01%), do alho (-10,42%), do feijão carioca (-9,43%), da batata inglesa (-8,06%) e do leite longa vida (-3,00%).

Já a FGV, que tem um indicador próprio para medir a inflação para as famílias de baixa renda, registrou queda de 0,25% no mês. Segundo a FGV, três classes de despesa apresentaram queda de preços: habitação (-0,33%), comunicação (-0,05%) e alimentação (-0,77%).

Para o conselheiro do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal, Newton Marques, a safra tem efeito importante sobre os preços dos alimentos. Ele argumenta que se não houver problemas climáticos, essa produção pode continuar a ter efeitos favoráveis sobre os preços.

O economista lembrou, ainda, que alguns itens importantes para as famílias de baixa de renda, como remédios, transporte e alimentação têm peso grande na cesta de consumo desses brasileiros. Esses itens, nos últimos meses, ou registraram queda ou variações pequenas, um comportamento que favorece o consumidor.

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