Gestão dos recursos hídricos ainda é um desafio no país, diz diretor da ANA

BIE – Banco de Imagens Externas da Agência Senado.

O Brasil enfrenta escassez de recursos hídricos em meio a abundância. Foi o que afirmou o diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Ricardo Andrade, ao reconhecer que o país, embora tenha uma das maiores reservas de água doce do planeta e compartilhe a Bacia Amazônica com outros sete países, não está livre do racionamento.

Segundo ele, isso ocorre porque a água está distribuída de forma desigual, nas bacias hidrográficas brasileiras e, consequentemente, nos estados.

O último relatório “Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil”, divulgado em dezembro de 2017, indica que cerca de 80% da água superficial do país encontra-se na Região Hidrográfica Amazônica, que possui baixa demanda por uso, enquanto o Nordeste concentra maior população e detém apenas 3,3% de todos os recursos hídricos do país.

Quem aponta alternativas para melhorar essa disparidade é o professor do Departamento Engenharia Civil da Universidade de Brasília (UnB) Sérgio Koide, especialista em recursos hídricos.

“Como contornar a situação é complexo, uma das alternativas na questão de abastecimento humano e agricultura foi a transposição do São Francisco. Aí pode vir a pergunta: por que não transpor também as águas da Bacia Amazônica?”, questiona.

Esses e outros temas serão debatidos durante o Fórum Mundial da Água, de 19 a 23 de março, na capital federal. A expectativa, dos organizadores é que, após o evento, as pessoas entendam que do uso consciente e sustentável dos recursos hídricos pode-se evitar a escassez desse precioso insumo, indispensável à vida.

EBC

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