Anticorpos no útero pode ser a provável causa da homossexualidade em homens, diz estudo

13 de dezembro de 2017 0 Por Administrador

Um estudo descobriu que homens com irmãos mais velhos são mais propensos a serem gays, uma vez que ter uma criança do sexo masculino desencadeia uma reação no sistema imunológico da mãe.

Tal reação poderia alterar parte do cérebro relacionado à sexualidade na criança. No entanto, os autores mostraram cautela ao apontar um vínculo entre o anticorpo e estrutura do cérebro como associação, afirmando que a descoberta não é exatamente um prova, segundo informações do Daily Mail.

O estudo, liderado pela Universidade de Toronto, no Canadá, e publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, sugere que, embora deva-se enfatizar que são vários os fatores que explicam a homossexualidade, uma reação no sistema imunológico da mãe também poderia ser considerado.

“Nosso estudo é um grande avanço na compreensão das origens da orientação sexual nos homens, fornecendo suporte para um mecanismo biológico teorizado, mas não examinado anteriormente – uma resposta imune materna a uma proteína importante no desenvolvimento do cérebro fetal masculino“, escreveram no estudo.

Segundo eles, um dos correlatos mais confiáveis da homossexualidade masculina são os irmãos mais velhos. Isto é, a chance de qualquer filho do sexo masculino ser gay é estimada em 3%. No entanto, para alguém com três irmãos mais velhos, a chance é duplicada para 6%.

Enquanto as meninas têm dois cromossomos X – os genes que determinam o sexo biológico de uma criança, os meninos têm um cromossomo X e Y. E é justamente este cromossomo ‘Y’ que cria as diferenças biológicas que fazem menino desencadear uma reação imunológica na mãe. Isto é, seu corpo reage contra o cromossomo Y, criando um anticorpo chamado anti-NLGN4Y.

Os anticorpos basicamente são uma reação de nosso sistema aos corpos “estrangeiros” que invadem o organismo – neste caso um embrião masculino. Logo, depois que dá à luz um menino, a mãe desenvolve um grande suprimento de anti-NLGN4Y, podendo afetar o desenvolvimento do cérebro das próximas crianças do sexo masculino.

“Este efeito torna-se cada vez mais provável com cada gestação masculina, alterando estruturas cerebrais subjacentes à orientação sexual em seus filhos nascidos mais tarde“, escreveram os pesquisadores.

“Depois de controlar estatisticamente o número de gravidezes, as mães de filhos homossexuais, particularmente aqueles com irmãos mais velhos, apresentaram níveis significativamente maiores de anti-NLGN4Y do que as amostras de controle de mulheres”, acrescentaram.

Os autores sugeriram cautela ao apontar o vínculo entre o anticorpo e a estrutura do cérebro, afirmando que está é apenas uma associação, e não prova, mas a evidência sugere um caminho incrível, nunca antes verificado, podendo oferecer novas pistas sobre o polêmico debate científico.

Jornal Ciência via Daily Mail